Plante uma semente no 11 de setembro

Vamos construir um mundo justo no coletivo e livre para a individualidade.
Plante uma semente na cidade onde você estiver! Pode ser uma muda ou um pensamento de mudança!
 

Estamos precisando de sombra natural e novos frutos! As ruas estão cada vez mais verticais e ruidosas, o espaço comunitário foi para as cucuias!
O sol é nosso amigo e preferimos ficar infurnados em casa, mas existem áreas livres em que podemos nos reunir para um violão…, uma aula de yoga, um slackline, futebolzinho de praia, soltar pipa, bater um 5 cortas…
É também preciso falar, se expressar, entrar em silêncio, meditar e talvez em novas parcerias ou conjuntos fique mais fácil olhar pra frente, pensar no futuro das coisas, sejam no âmbito pessoal ou social.
Precisamos entender nossa cultura – qual é? O que fazemos, queremos, o que é possível.
A partir das 14h, neste domingo, um pessoal pretende se reunir no local onde vários embates e golaços foram marcados para reflorestá-lo comunitariamente. Hoje, ali está um gramado, com uma dezena de pinheiros bem afastados do seu miolo. Antes era um “areião”, o campo da Curva do Lacet, local de entretenimento e lazer de comunidades menos abastadas de Juiz de Fora. A área quase foi vendida, porém ela ainda permanece pública, porém mesmo COM A NOTADA AUSÊNCIA DE LOCAIS PARA CONVÍVIO COLETIVO em Juiz de Fora, o local é “controlado” por uma placa que diz “Não pise na grama, ande pelo caminho”, porém sem qualquer assinatura por trás dos dizeres, apenas seu padrão de coersão explícita nas palavras.
Levem seus bichos também!
 

Arte: Crystal Lopes

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Vamos Tomar a Cidade?

Sempre pensei em fazer alguma coisa no local onde era o campo da curva do lacet. Acho que as pessoas esquecem que ali é público, até a placa – não pise na grama – e o segurança do shopping que ficam lá sugerem isso…


Mas, pô, lá foi um local de alegria de várias gerações, meu irmão jogou lá, tios, primos e muitas comunidades da cidade também passaram o domingo praticando o nosso esporte bretão no areião que lá havia.
Só que lá é sempre um gramado vazio, sem vida e nossa cidade tão carente de espaços públicos coletivos. Imagino que lá podem acontecer picnics, oficinas de fotografia, origami, orgânicos, yoga, massagem, música… po, música iria ser bacana – violão, percussão… e além disso, quem sabe propor uma ação de reflorestamento do local com o plantio de mudas?

Quem sabe um futebolzinho de praia, volei, o pessoal do slackline… pipa… muita coisa bacana poderia estar havendo naquele espaço e há muito tempo.
E quem sabe fazer isso agora, no próximo domingo, dia 11 de setembro. Aproveitando o marco histórico e o início da libertação do mundo ocidental do poder desproporcional e vaidoso dos Estados Unidos. Podíamos fazer uma homanagem às vítimas do atentando e por todos nós, vítimas do sistema cotidiano desigual que privilegia setores e situações que não o bem coletivo, como os locais de interação e convivência para o cidadão.
Nossa cidade precisa ser tomada por aqueles que pensam nela como um local de práticas saudáveis e assertivas, não apenas ponto de irritação com o trânsito, medo da violência, abuso de drogas, ela é a soma de todos nós e por isso, demonstra a nossa passividade…
Quem topa tomar a curva do lacet, dia 11 de setembro, fincando a bandeira transparente da liberdade de reunião e confraternização?
Nossos aviões são flores!

Copie, Imprima e Cole