Vamos Tomar a Cidade?

Sempre pensei em fazer alguma coisa no local onde era o campo da curva do lacet. Acho que as pessoas esquecem que ali é público, até a placa – não pise na grama – e o segurança do shopping que ficam lá sugerem isso…


Mas, pô, lá foi um local de alegria de várias gerações, meu irmão jogou lá, tios, primos e muitas comunidades da cidade também passaram o domingo praticando o nosso esporte bretão no areião que lá havia.
Só que lá é sempre um gramado vazio, sem vida e nossa cidade tão carente de espaços públicos coletivos. Imagino que lá podem acontecer picnics, oficinas de fotografia, origami, orgânicos, yoga, massagem, música… po, música iria ser bacana – violão, percussão… e além disso, quem sabe propor uma ação de reflorestamento do local com o plantio de mudas?

Quem sabe um futebolzinho de praia, volei, o pessoal do slackline… pipa… muita coisa bacana poderia estar havendo naquele espaço e há muito tempo.
E quem sabe fazer isso agora, no próximo domingo, dia 11 de setembro. Aproveitando o marco histórico e o início da libertação do mundo ocidental do poder desproporcional e vaidoso dos Estados Unidos. Podíamos fazer uma homanagem às vítimas do atentando e por todos nós, vítimas do sistema cotidiano desigual que privilegia setores e situações que não o bem coletivo, como os locais de interação e convivência para o cidadão.
Nossa cidade precisa ser tomada por aqueles que pensam nela como um local de práticas saudáveis e assertivas, não apenas ponto de irritação com o trânsito, medo da violência, abuso de drogas, ela é a soma de todos nós e por isso, demonstra a nossa passividade…
Quem topa tomar a curva do lacet, dia 11 de setembro, fincando a bandeira transparente da liberdade de reunião e confraternização?
Nossos aviões são flores!

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